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A farsa do marido que flutua no Xixi


Quarta-feira, 5 de Abril de 2017


Por Edson Kassana

A ventania que vinha das janelas acariciava sem carinho as caras ensonadas e cansadas dos passageiros do azul e branco que circulava sobre estrada esburacada obrigando os seus oucupantes a dançarem sem música nem vontade.


Quando trespassava defronte a uma igreja a minha amiga disse: 'Quando eu casar jamais me separarei'. Depois de alguns segundos de reflexão eu disse-lhe que a vida a dois não depende apenas de uma pessoa. O casal precisa fazer um esforço conjunto no sentido de evitar a separação, além de que, nem sempre a pessoa que escolhemos p'ra casar, se mantém a mesma depois do casamento. Por vezes só descobrimos a farsa do namoro depois de casar. Ela olhou para mim incrédula e quando estava prestes a responder a senhora que estava sentada no banco de frente, linda e descontraída cuja aparência rondava aos 50 anos de idade disse: ' Minha filha, isso que o mano está a dizer é verdade. Aconteceu comigo. Eu namorei com o meu actual marido por 5 anos. Durante esse tempo não vi nenhum defeito nele que comprometesse o nosso namoro, nem mesmo casamento.


Certo dia, já depois de casarmos, fomos a casa de alguns familiares onde acabamos por pernoitar porque percebemos tarde que já era tarde. A casa era pequena e tivemos de dormir em lugares separados. Assim, eu dormi no quarto e ele no sofá da sala.


'Pela manhã, após pedir licença, a minha sobrinha abriu a porta do quarto em que eu me encontrava e entrou sorrindo de maneira exagerada e disse: -Bom dia tia, vai ainda ver o Tio Adão. Então fui lá ter. Mas a medida que me aproximava do sofá onde ainda dormia o meu marido fui sentindo um cheiro cada vez mais intenso e desagradável até que incrivelmente tive certeza. O Adão estava flutuando na própria urina. Mijou no sofá alheio. Foi tamanha minha vergonha e o espanto mas procurei me consolar pensando que, o que sucedeu foi apenas pela embriaguez. Só que volta e meia o triste episódio voltou a se repetir várias vezes mesmo estando ele lucido'.


Depois de ouvir a triste história, a minha amiga nada disse. Apenas ficou estática e de boca aberta movida pela exuberante admiração. Por estes e outros acontecimentos me senti impulsionado para escrever sobre a farsa nas relações conjugais. As pessoas dizem que numa relação buscam, acima de tudo, a felicidade e p'ra tal têm recorrido por inúmeras e diversas vias pra lá chegarem. Só que, infelizmente o recurso mais escolhido tem sido a farsa. Ela está tão presente na nossa sociedade ao ponto de ser confundida com o ar que respiramos.


Embora eu entenda que a felicidade tem um lado esquisito no sentido em que, nem tudo que me faz feliz, decerto fará feliz a ti. Mas apesar disso, eu, tu e tantos outros precisamos de ter consciência sossegada p'ra sentir verdadeira felicidade.



Digo isso por melhor que seja o disfarce, sempre será descoberto e durante o seu tempo de duração haverá ocasiões em que a verdade tenderá vir ao de cima e o farsante terá de inventar um monte de mentiras p'ra evitar a descoberta da verdade e sob enorme pressão psicológica suscetível de tirar a tranquilidade de qualquer um. Para além disso quando a farsa é descoberta até as virtudes naturais do seu mentor perdem credibilidade.



Então, evita a falsidade se quiser felicidade.
A felicidade é plena duradoura quanto à nossa verdadeira essência, apesar de imperfeita, trás torna feliz quem desejamos e temos por perto .



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