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Insólitos


O pão que "mata" enteados em Luanda


Quinta-feira, 27 de abril de 2017


Por Mucuta Mukhuta

A história do pão é antiga e tem referências bíblicas. Todos sabem que Jesus Cristo alimentou a multidão ao multiplicar o pão, no mais conhecido milagre alimentar da humanidade (Mateus 14:13-21).


Os especialistas em panificação conhecem muitos tipos de pães. Mas este que descrevemos nestas linhas talvez não seja do conhecimento de muitos padeiros do país, de África e do Mundo. É uma produção e engenhosidade exclusiva de Luanda.


Ninguém sabe como e quem atribuiu este nome ao pão 'venenoso' que passou a figurar no cardápio alimentar das famílias luandenses. A verdade é que relatos de zungueiras mostram várias versões sobre este tipo de pão e a intensidade do 'veneno' para os enteados.


Com um formato robusto, reentrância tal 'vala castrense' na parte superior e retilíneo na inferior, o alimento em referência apresenta características conhecidas por muitos como 'pão cassete'. Talvez por analogia da palavra cassete ao chicote (quem nunca apanhou uma cassetadas?) este pão ganhou o poder de 'matar enteados' em Luanda.


'Táqui mata enteado a passááá', anuncia a zungueira Maria Madalena, na casa dos 50 cacimbos, que reforça a mensagem musicalizada. 'Taqui mata enteadoéééééé', algures num bairro da capital angolana.


A publicidade da zungueira é eficaz e desperta o desejo dos moradores que aderem ao 'pão envenenado'. A maioria solicita e compra este tipo de pão, mas poucos são padrastos. Maria Madalena é especialista na venda desta pão.



Este facto chamou atenção do repórter para perceber porque razão o alimento milenar e um dos mais requisitados na capital pode 'matar' enteados em Luanda? Porque a senhora Madalena prefere vender este 'veneno'? Como alguém que não é padrasto pode comprar alimento 'envenenado' para a família? O que leva as pessoas a comprarem e consumirem o veneno do pão e dar um rumo ás suas vidas?



Estas e outras questões serão respondidas em detalhe nos próximos dias na matéria completa a seguir aqui na sua revista virtual. O repórter da Tundavala On esta no terreno. Fique ligado.



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