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Carnaval sem alegria nem folia

Desfile municipal do Lubango foi salvo pela exibição de danças tradicionais pelos povos da região


Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2018



O carnaval na Huíla perdeu a alma, o encanto, a alegria e a folia. O entrudo já não é mais a mesma versão eufórica e envolvente, desde a abolição há três anos do desfile provincial.

A edição 2018 da maior manifestação cultural do povo angolano, realizada na cidade do Lubango, pela administração local, mostrou as consequências da decisão e da pouca atenção prestada aos grupos carnavalescos apoiados com 20 mil Kwanzas antes de participar.

O interesse dos cidadãos para brincar ao carnaval reduziu consideravelmente, facto confirmado pelo número de foliões e de espectadores presentes na praça Joao Paulo II.

Sem novidades e inovações, o desfile do Lubango, que envolveu pouco menos de 1900 foliões de 19 grupos infantis e de adultos, foi ganho pelo grupo Ndjina Elao- 8 de Março, do bairro da Chavola e pelo Ouro Negro, do Comercial, respectivamente.

A extinção do desfile provincial, justificada pelas autoridades como consequência da falta de dinheiro para apoiar e premiar dignamente os vencedores, reduziu o ímpeto dos fazedores e de assistência, incluindo de feirantes.

Quem ainda gosta do carnaval e foi ao habitual cenário viu uma festa com fraca alegoria dos grupos, Praça João Paulo II vazia, pouco capricho e fatia. Foi notória a ausência de grupos dos municípios do interior que arrastava multidões e tornavam a disputa renhida e interessante.

A situação preocupa a todos porque, a cada ano, os cidadãos perdem mais interesse pelo carnaval. “Quando alguém sai de casa para assistir festa animada e se depara com esta triste realidade, podes crer que perde vontade de vir pela próxima porque não encontra motivo para voltar”, disse Pedro Mbeia.

A mesma constatação é partilhada pelo cidadão Luís Mussende que notou “uma decadência” comparativamente aos anos anteriores. “Realmente o carnaval deste ano está muito fraco. Os grupos estão mal apresentados. Não há fantasia, fantochadas e aquela mística que caracteriza o carnaval. Lamentavelmente, está mal. Isso não pode continuar assim”, lamentou.

Luís Mussende sugere mais apoios do governo aos grupos para resgatar a mística do carnaval e assegurar aos participantes as condições necessárias para expressar, por meio de canções e danças, a riqueza da cultura da província. “Carnaval é alegria. É cultura. Não podemos deixar esta festa morrer”, apelou.

O desfile deste ano foi salvo pela força de vontade dos comandantes e dos integrantes que tudo fizeram para exibirem danças tradicionais da região para a diversão da pouca plateia resistente à chuva caída sobre o Lubango.

O administrador municipal do Lubango, Francisco Barro, pediu mais envolvimento das empresas locais nos apoios aos grupos e a comissão organizadora municipal para aumentar o valor dos prêmios.

Os primeiros classificados desta edição nas categoria de infantis e adultos recebem como prêmios 50 mil e 300 mil, respectivamente.


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COLUNISTAS

Edson Kassanga

Amante de literatura. Tem como hobby a escrita de poesia e contos. Estudante frequenta o curso de Relações Internacionais no Instituto Superior de Relações Internacionais Ministro Venâncio de Moura/MIREX-Luanda.

Mucuta Mukhuta

Técnico de comunicação. Gosta de escrever reportagens, crónicas, poesias. Filmmaker e Fotógrafo de eventos sociais. Empreendedor e Estudante de economia (Marketing).

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